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>Entrevista- A Noruega me abraçou, sim ou não?

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Entrevistando: Luciana Håland

Hoje, entra no ar o quadro “A Noruega me abraçou, sim ou não?”

Explicando melhor o Quadro:

há algum tempo venho recebendo e-mails de brasileiros interessados em saber como é a vida na Noruega, como também sou nova por estas bandas acabo não tendo muito que contar, desse modo resolvi convidar algumas brasileiras que moram aqui há mais tempo para enriquecer-nos com suas experiências.


Essa enquete será postada todas as segundas-feiras.

E é com muita alegria que recebemos a nossa primeira entrevistada.

Luciana Håland, Mora em Sandnes– Noruega, é autora do blog Pensamentos Desatados para conhecê-lo clique aqui.


Desde já quero agradecê-la pelo pronto atendimento e dedicação em mostrar-nos sua experiência de forma sincera (Respondeu o questionário rapidinho).

Veja entrevista:

2. Quantos anos você tem?

38 quase 39 anos.

3. Onde você nasceu e cresceu?

Eu nasci em Caicó, no interior do RN, aos 17 anos mudei pra Natal.

4. Há quanto tempo você reside na Noruega? Quando surgiu a ideia de mudar de região?

Resido na Noruega há 5 anos. Na verdade não surgiu uma ideia de mudar, mas de casar. Conheci meu marido pela internet, vim para cá em 2006, resolvemos casar depois de 15 dias e aqui fiquei.

5. Como foi a sua adaptação no país logo depois da chegada?

A adaptação foi fácil, normal. Cheguei na primavera, estava tudo lindo. Gosto daqui, gosto de frio, então não passo sufoco no inverno. Como qualquer coisa e gosto de novidades, faço amizades facilmente. A única coisa difícil mesmo é aprender norueguês.

6. Você mora sozinho ou com sua família na Noruega?

Eu moro com meu marido.

7. Você trabalha na Noruega? Em caso positivo, você mudou de área depois da saída do Brasil ou continua no mesmo setor? Descreva um pouco de sua experiência:

Não trabalho, mas sei que quando começar vou mudar de área. Era advogada no Brasil e aqui meu diploma não é 100% reconhecido, posso até tentar trabalhar nessa área, não como advogada, mas algo relativo ao direito, isso depois de dominar totalmente o norueguês, mas pretendo trabalhar com outras coisas, inclusive algo que não seja tão estressante, mas o que seria isso ainda não sei. Por enquanto estou estudando o que pode surgir de oportunidade.

8. Durante esse tempo de estadia nessa terra dos Vikings cite cinco principais diferenças que você observou entre o Brasil e a Noruega (Pós e contra):

Olha, essa parte é a mais complicada pois sou péssima em comparar, mas eu diria que o clima, claro, pois eu venho de uma região do Brasil bem quente e aqui é bem frio, acho positivo o clima daqui, pois detesto calor. Outra coisa é poder apreciar as quatro estações que são bem definidas, quer dizer, quase, pois na região da Noruega que moro os verões tem sido frios e chuvosos, vamos ver este ano.

Aqui a burocracia é mais fácil de lidar e mais ágil do que no Brasil.

Bom, não consigo chegar a cinco diferenças. Comida, pessoas e idioma não vale à pena mencionar porque comida a gente come em casa o que eu comia no Brasil, as comidas tradicionais norueguesas só rolam de vez em quando, assim como era no Brasil. Gente é igual em todo canto, gente boa, gente ruim, gente chata, legal… Por enquanto só tenho me deparado com noruegueses legais, mas já ouvi um tanto de histórias diferentes da minha. Idioma cada lugar tem o seu nem que seja repetido.

9. Como os brasileiros são vistos na Noruega? Você acredita, que existe preconceito, Eles respeitam os expatriados/imigrantes em geral

Eu acredito que os brasileiros são bem vistos aqui e que são respeitados sim, pelo menos os que se dão ao respeito. Preconceito existe em toda parte do mundo, assim como racismo, mas inclusive acho os noruegueses (os que conheço) muito abertos e nada racistas. Racismo mesmo eu presenciei e muito aqui na escola pra imigrantes, entre imigrantes, e realmente muito mais no Brasil do que aqui.

10. Você fala a língua Norueguesa? Você acredita que é importante aprender a língua local, ou dá pra se virar com o inglês?

Eu falo um norueguês básico, ainda muito longe de ser um bom norueguês e mais ainda do que um norueguês fluente. Dá pra se virar no inglês, mas se virar somente, porque pra trabalharmos na maioria dos casos eles exigem o norueguês, a não ser que a pessoa tenha uma especialização/qualificação que aqui seja muito necessária, como no caso de algumas engenharias, por exemplo, aí dá pra conseguir emprego somente com o inglês. Eu acho importantíssimo aprender a língua local, além de necessário, para trabalhar, para viver em sociedade, para entender o que está acontecendo ao nosso redor. Por mais boa vontade que os noruegueses tenham, chega uma hora que eles preferem falar a língua deles e não mais o inglês, nas reuniões sociais/festas, então para a gente não ficar boiando total e entrar muda e sair calada, o norueguês se faz necessário. Assim como quem tem filhos para acompanhar reuniões nas creches e escolas.

11. Sente saudades da família no Brasil e de outras iguarias?

Da família sim, clara, mas de iguarias não.

12. Você Pretende viver na Noruega para sempre?

Sim.

13. As maiorias dos brasileiros vão para o exterior atrás de melhores oportunidades de emprego, e consequentemente uma melhor qualidade de vida. No seu caso, qual o motivo que o levou a morar na Noruega?

O único motivo que me fez vir pra cá foi meu marido.

14. Como você acha que teria sido a sua vida se não tivesse imigrado?

Acho que hoje estaria ganhando mais do que quando vim pra cá, ou talvez feito um concurso público, quem sabe passado e seria funcionária pública. Morando sozinha e provavelmente solteira, pois no Brasil nunca achei ninguém que combinasse comigo, ninguém com quem eu realmente quisesse casar.

15. Periodicamente ouço dizer que a saúde na Noruega é precária e quem necessita de exames, tais como ultrassom, eletrocardiograma e etc., necessita esperar meses na fila, como no Brasil. Você já passou por isso? Descreva a sua satisfação:

Eu acredito que a saúde é precária no mundo todo, claro, em alguns lugares tendo dinheiro as coisas se resolvem mais facilmente, quando se dá pra resolver. Aqui, por enquanto, minha experiência tem sido muito positiva, mas a minha saúde é boa, isso ajuda. (risos). Sempre que quero marco consulta fácil no meu médico de base, sem demora, e todas as vezes que solicitei encaminhamento para especialista recebi resposta positiva. Ano passado de uma vez só fui encaminhada pra ginecologista, dermatologista e oftalmologista. Após uma semana eu recebi as cartas com as datas das consultas, o maior tempo de espera era de um mês. O oftalmologista eu desmarquei. No ginecologista faço sempre todos os exames necessários incluindo a ultrassonografia. Esse ano o meu médico de base já avisou que eu tenho que retornar em agosto para fazer um check-up, coisa que eu não fazia no Brasil, mas que ele me cobrou que eu fizesse anualmente.

Por outro lado, vejo vez ou outra nos jornais alguma matéria sobre problemas aqui, como pessoas que morrem antes de conseguirem um tratamento, falta de leitos em hospitais, demora em obterem exames e com isso agravamento da doença…Algo que choca levando em consideração a Noruega ser um país rico que poderia muito bem investir mais nesse setor. Dentista aqui é muito caro e não atende pelo setor público, assim como não há nenhum tipo de incentivo do governo para as medicinas alternativas, então é algo totalmente privado e caro.

16. Você já tem passaporte Norueguês?

Ainda não solicitei meu passaporte norueguês.

17. Resuma a Noruega em uma única palavra.

Calma.

18. Tem algum site, que gostaria de indicar, ou até mesmo seu blog pessoal, para que brasileiros tenha uma ideia de como é viver nesse país nórdico?

O meu blog eu escrevo pouco sobre a Noruega, quero mudar o foco, mas acredito que todos os outros blogs que conheço de meninas que moram aqui estão na sua lista. Sites eu não lembro de nenhum no momento.

19. Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver na Noruega?

Na Noruega ou em qualquer outro lugar do mundo, inclusive quando se mudam de uma cidade do Brasil pra outra… Seja paciente, curioso, aberto a novidades, simples. Não leve/traga na mala carência e arrogância, disso ninguém precisa muito menos num lugar novo. E não compare o atual com o que passou, principalmente depois de um ano, pode ter certeza que de lá de onde você veio tudo já mudou também. Não ache que vai arrasar e fazer sucesso de entrada porque os nativos são todos idiotas, digo isso porque uma vez ouvi de uma brasileira que ela ia pegar um emprego com um cargo alto porque ela tinha nível superior e os noruegueses eram desqualificados, bom, continua a busca e muitas vezes a realidade acaba frustrando e muito quem pensa assim. Também não ache que vai ser a gostosa ou o gostoso do pedaco porque acredita que norueguês é fraquinho e as norueguesas são feias e desengonçadas, bom, a realidade não é bem essa. Mas o principal acredito que é: se livre da carência.

20. Ouve-se dizer que o custo de vida e alimentação na Noruega é altíssimo, e que é impossível adquirir imóveis carros e outros pertences de valor a vista, qual a sua opinião a respeito?

O custo de vida é muito alto mesmo, mas no Brasil, pelo menos em Natal, o custo de vida é alto. Alimentação é muito cara, mas não dá pra fazermos economia nessa área, é importante nos alimentarmos bem, somos o que comemos. Tudo é caro, mas com equilíbrio dá sim para economizarmos e termos uma vida boa e sim, comprarmos imóveis, pelo menos a casa própria, pois é possível financiarmos, assim como no Brasil, e também carros, móveis, viagens, sem muitos exageros, claro.

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>Mãe não tem seio, Mãe tem peito.BLOGAGEM COLETIVA: EU DIGO BASTA! E VOCÊ?

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Fico indignada com um comentário tão ridículo Às vezes, sinto até inveja: dos bebês e das próprias mães, pela forma descontraída como se entregam ao ato, seja no meio de uma rua, de um shopping, de um café. Aliás, a única coisa a lamentar é as organizadoras do “mamaço” não irem um pouco mais longe, exigindo a aceitação geral dos nossos gestos mais naturais e íntimos, que só mentes profundamente reacionárias podem considerar impróprias para consumo geral” joão pereira Coutinho. Veja mais aqui

Esse João ninguém é um anódino sem noção, Uma vez que só uma pessoa sem informação é capaz de comparar o gesto de amamentar com masturbação.

Quem disse que mãe tem seio sensual para ficar mostrando propositalmente por ai? Mãe tem peito para matar a fome do seu filho em qualquer lugar, a natureza é divina em nos proporcionar tais benefícios.

Odeio dar ibope para esse tipo de inábil, porquanto somente um asno tem coragem de sinonimizar o ato de amamentar a um gesto sensual.

Só não consigo entender por que a mama feminina o incomoda tanto será que é o seio em si ou o ato do bebê sugar?

A única palavra que me vem à cabeça para classificar tal ignorância…

Lamentável…


Para que entendam a minha indignação, leiam os tópicos abaixo,que foram bem resumidos pela autora do blog mulher e mãe.

Começo de Maio: O Itaú Cultural proibiu uma mãe de amamentar em público

(Infelizmente, assim como tem acontecido no exterior, essa moda de proibir mulheres de amamentarem em público chegou aqui).

12/maio: Cerca de 50 mães se juntaram e promoveram o Mamaço Cultural, dessa vez com total apoio do Itau Cultural. (aqui)

(jogada de marketing ou não, teve apoio e cobertura da mídia)

Nessa mesma semana: Ocorria o Mamaço Virtual no Facebook, aonde mães trocaram seus avatares por fotos amamentando.

(Dessa vez contra a censura do Facebook que vetou uma foto da jornalista Kalu Brun aonde ela amamentava seu filho)

Clipping super completo sobre o mamaço via Mamiferas (aqui)


Mães da blogosfera, é hora de nos abraçar-mos novamente!


 

>Primeira consulta pediatrica na Noruega.

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Altura: 77 cm
A primeira consulta pediátrica do Buno aqui na Noruega foi bem engraçada, eu como mãe boba e coruja que sou, tirei fotos e mais fotos.

Fiquei curiosa se é comum, terem mamães “ maluquinhas tirando fotinhas” de seus bebês nas consultas, e fiz maridex perguntar para a médica, que respondeu o que eu imaginava “Não”.

No entanto, não sei se querendo ser gentil, disse que adorou meu carisma, que quando tiver um bebê fará como eu.

Peso 9800kg

Eu amei o consultório, grande bonito, bem organizado, gente educada…

Inicialmente o Bruno passou pela triagem, (peso, medidas, períneo etc) Foi observado por 15 minutos (Avaliação de reflexo, como caminha, o que já fala, espontaneidades e etc.).

A médica disse que ele é muito saudável que tem um quadro pequeno de fimose, mas pode ser reversível caso eu continue fazendo exercícios. (O Bruno já nasceu com fimose e faço exercícios durante o banho).

Pra quem não sabe, A fimose é a dificuldade de expor a glande do pênis porque o prepúcio não retrai. Isso se deve pela aderência da pele na glande ou pelo anel do prepúcio ser muito estreito. A fimose em recém-nascidos é fisiológica, isto é, normal e regride espontaneamente. Cerca de 90% dos meninos nascem com fimose: é a proteção natural da glande. Aos seis meses de idade, esse número cai para 20 % e aos três anos os números invertem: 90% dos meninos já não apresentam fimose.

A sala do pediatra mais parecia um espaço para crianças brincar, o Bruno adorou e ia para o meu colo, depois para o da doutora e para o do pai e da doutora… rs

Conversamos muito em “sorrisês ” linguagem a qual sou PHD, meu Maridex se saiu muito bem como nosso interprete.

Levei a carteirinha de vacinação aqui do Brasil, fui parabenizada pelo fato de todas as vacinas do Bruno estar em dias “Tem imigrantes que nunca foram vacinados”.

Elogiou também a nossa caderneta de saúde da criança. Não sei se todas as mamães Brasileiras possuem, mas é um caderno com várias paginas, com gráficos que poderão ser alimentados mês a mês com o desenvolvimento da criança. E tem design para meninos e meninas. Fofo não?

Outra coisa que me chamou a atenção, não sei se é uma regra aqui na Noruega, mas nenhuma pessoa no consultório estava de uniforme ou de branco, inclusive a equipe médica.

A Consulta durou uma hora, no final a médica não resistiu e disse que nunca viu um bebê de um ano tão espontâneo como o Bruno, tão eufórico e simpático “bebê brasileiro né gente? Puxou a mamis aqui. Hehehe”.


 

>Se meu MENININHO fosse uma historinha…

>Está rolando um sorteio no blog menininhos “Se o seu MENININHO fosse uma historinha, como ela seria?” saiba mais aqui.

Não poderei participar porque não moro no brasil, mas a ideia acentuou minha criatividade, não sou boa em contos, mas vamos lá…

Príncipe Bruno


Era uma vez um menino…
Com suas madeixas douradas, pezinhos minusculos, esbarrando no nada.
Pegou a malinha e ainda muito pequeno juntamente com sua mamãe, ingressou no avião…
Sem saber ao certo o que lhe ocorria com muita alegria simpatizou-se com todos que iam.
Quando desceu do avião “Quanta neve meu irmão, procurar papai noel não é mole não!”
Sua mamãe sempre dizia que papai Noel se escondia na terra de bacalhau.
Em busca de seus presentes saiu contente, nesse mundão de Meu Deus!
Sua Mamãe com bravura, resolveu se aventurar, pois nessas bandas desconhecida um bebê sozinho não poderá andar.
Ao chegar ao seu destino, um senhor disse menino “papai noel mandou entregar”
No presente do bom velhinho estava escrito com carinho, venha me encontrar, moro onde tem felicidade, escola, alegria e sabedoria , já é hora de procurar…
Com um sorrisinho de apenas quatro dentinhos, disse baixinho “Não deve ser tão longe, pois os floquinhos de neve estão em todo lugar”.
 

>GUEST POST: A coragem de amar longe de casa.

>Estarei abrindo um espaço para que bons escritores apresentem seu guest post no meu blog…

Acredito que desse modo darei uma pequena contribuição para o desenvolvimento e crescimento de blogs que leio e admiro.

Para abrir meu projeto com chave de ouro, convidei a escritora do Blog Katralha- Tuka Siqueira.

Tuca Siqueira Nasceu em Porto Alegre, casada há 17 anos e meio com o Carlos, tem cinco lindos filhos. Portadora de Esclerose Múltipla , diariamente contribuem com suas experiências a fim de ajudar pessoa que vivem ou convivem com essa doença.

Ao convidá-la, Sugeri que escrevesse algo dentro do perfil do meu blog. Quem contribui seu tempo sendo leit@r do meu cantinho, sabe que falo de desenvolvimento infantil, família e vida no exterior(Noruega).

Ela sugeriu falar sobre mim o que me deixou muito feliz e quando li o texto, senti-me lisonjeada com tal homenagem…



Quando a Beth me convidou para escrever um guest post para o blog dela, logo pensei: que assunto mais fascinante do que escrever sobre… a Beth!
Acompanho o blog Meu filho minha vida!!! Já há algum tempo e pude testemunhar parte da sua história, acompanhar o crescimento do pequeno e fofo Bruno e também sua aflição e ansiedade com a mudança para a Noruega.
Muita gente deve pensar: “Ah, que aflição que nada! Vai morar no estrangeiro, quem não quer isso?” – Verdade. Acho que muita gente deseja mesmo isso, mas nem todo mundo tem coragem.
Pense bem, uma pessoa que é mãe de um bebê pequeno, sair do seu país, da proximidade com a sua família, de um lugar quente (ela morava na Bahia) e mudar-se de mala e cuia para um país distante, que fala uma língua estranha e ainda por cima é frio, é muita mudança.
É claro que ela pensou no bem estar do seu filho, que vai crescer num país de primeiro mundo, ele poderá estudar em boas escolas e ter muitos recursos que talvez não tivesse aqui no Brasil. Sem falar que criança se adapta fácil a qualquer mudança.t
Mas e ela? Vai se adaptar? Conseguirá aprender e se comunicar na língua local? Fará boas e sinceras amizades? Sentir-se-á segura, acolhida? Acredito que sim, pois ela me parece uma pessoa bem positiva e é jovem, tem energia e vontade, certamente aprenderá rápido, se adaptará e será feliz lá. Mas ela pensou em si mesma ao tomar essa decisão? Ou foi “levada” para a Noruega pelo amor que sente pelo marido e pelo filho, pensando mais no bem estar deles do que no seu próprio?
Essa é a questão que me causa maior admiração. Essa coragem de arriscar, de abandonar tudo o que significa segurança aqui e partir para uma vida nova ao lado do seu amor. Porque como já disse, acredito que ela vai ser muito feliz, mas para ela toda essa adaptação vai ser mais difícil, ela é quem vai ter que se moldar a esse novo ambiente, novas pessoas e situações.
Por isso Beth, fiz este texto em sua homenagem. Admiro tua coragem, tua determinação e o amor que demonstra sempre por teu marido e filho cujo testemunho tenho tido através das páginas do teu blog. Através de ti, homenageio outras mulheres e mães expatriadas, que tiveram a coragem e o desprendimento para partir nessa aventura de amar longe de casa.
Deixo aqui os meus votos de que tua adaptação seja rápida e que você seja muito feliz aí na Noruega, que o teu amor seja cada vez maior e que o Bruno cresça forte e feliz.
ps: Quer participar com seu guest post? Mande para meu e-mail elisacanto@yahoo.com.br estarei avaliando, quem sabe o seu texto não seja a minha próxima publicação?

 
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Publicado por em maio 29, 2011 em europa, familia, longe de casa

 

>Dia de faxina

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Estava precisando fazer uma faxina em mim… Jogar alguns pensamentos indesejados para fora, lavar alguns tesouros que andavam meio enferrujados…

Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.

Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões… Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei; Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li. Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas… E as coloquei num cantinho, bem arrumadas.

Fiquei sem paciência!… Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: Paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste… Mas lá também havia outras coisas… e belas!

Um passarinho cantando na minha janela… aquela lua cor-de-prata, o pôr do sol!… Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças. Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas.

Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. Peguei aspalavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante!

Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão.

Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante: o amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos… como foi bom relembrar tudo aquilo!

Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.

Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurada bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar… e de recomeçar…

Autor desconhecido

 
1 comentário

Publicado por em maio 25, 2011 em Uncategorized

 

>Mama Paparazzi.

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Mamãe paparazzi assumida, ando de camera em punho, afinal registrar todo momento do meu filho não tem preço!

Bom domingo!